Projeto Farmácias Vivas
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(desde 26/05/2000)
O PROJETO FARMÁCIAS
VIVAS
O Projeto Farmácias Vivas foi planejado
para atuar como um programa de assistência social farmacêutica
aplicado a pequenas comunidades do Nordeste, governamentais (Secretarias
Municipais de Saúde) ou privadas (ONGs), com o objetivo de transferir
para seu uso, o conhecimento cientifico sobre as plantas medicinais da
região. Um dos estímulos para este planejamento foi o fato
de que a planta medicinal, fresca ou seca, segundo recente levantamento,
é o material terapêutico mais freqüentemente utilizado
por milhões de pessoas que formam a parte menos abastada da população
nordestina, embora ainda não existam informações
científicas suficientes para permitir o uso correto dessas
plantas.
Outro estímulo foi a idéia de aproveitar
o conhecimento sobre as plantas regionais acumulado durante décadas
de estudos na Universidade Federal do Ceará sob a assertiva de que
é possível empregar sob controle adequado, os princípios
ativos contidos nas plantas, através do uso dessas mesmas plantas
reduzidas a pó ou na forma de extratos devidamente elaborados.
Esta asociação de idéias e fatos induziu a criação
do referido projeto na UFC, em 1985, cuja aplicação visa
promover a substituição do tradicional uso empírico
de plantas feito pelo povo, pelo emprego correto dessas ou de outras
plantas, cujas propriedades medicamentosas possam ser considedasr validadas
com base nas informações científicas pertinentes.
Para isso foi desenvolvida uma metodologia apropriada
para o trabalho com plantas disponíveis na região, selecionadas
por sua comprovada eficiência terapêutica que, cultivadas em
pequenas porém numerosas hortas ou coletadas no campo, quando silvestres,
pudessem ser usadas como medicamentos preparados especialmente a partir
de plantas frescas, em pequenas oficinas farmacêuticas, seja na forma
de preparações caseiras usuais ou, opcionalmente, de fórmulas
farmacêuticas, em função da ação indireta
ou direta do farmacêutico no processo. A escolha das plantas
para o projeto é baseada na comprovação de sua eficácia
e segurança terapêuticas, quer através da experimentação
na própria Universidade, quer através da análise dos
dados publicados na literatura pertinente.
Quando se trata de espécie exótica de
interesse do projeto se exige da planta um bom grau tolerância agronômica
às condições ambientais próprias da natureza
nordestina.
Integra o Projeto cinco setores de atividade a
seguir explicitados, destinados a:
a) seleção das espécies, através da captação,
arquivamento e organização de bancos de dados e das informações
a serem distribuídas sobre o cultivo e o uso correto das plantas;
b) coleta de plantas medicinais no campo para sua introdução
no Horto, identificação taxinômica, domesticação,
produção de mudas e de material para estudo experimental;
c) instalação e assessoramento de "Farmácias
Vivas" constituídas de hortas medicinais complementadas por oficinas
farmacêuticas de nível artesanal ou farmacotécnico,
postas a disposição de comunidades privadas ou governamentais
interessadas;
d) treinamento de pessoal de primeiro, segundo e terceiro graus, pertinentes
às áreas de conhecimento agronômico e farmacêutico,
aplicado ao uso de plantas medicinais;
e) editoração e distribuição dos impressos
de orientação do uso correto de plantas medicinais da região.
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